sábado, 1 de janeiro de 2011


Ronaldinho embarca para o Brasil para decidir saída do Milan

Dubai (Emirados Árabes Unidos)
A saída do meia Ronaldinho Gaúcho do Milan está próxima. Depois de desagradar o técnico Massimiliano Allegri por ter chegado à concentração da equipe italiana apenas às 7 horas da manhã da última sexta-feira, o jogador foi liberado pelo clube rossonero  para viajar para o Brasil, e já embarcou para São Paulo.
Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, o meia se despediu do restante do elenco do Milan, que realiza treinamentos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e entrou em um voo da cidade árabe para São Paulo às 10h15 do horário local (5h15 de Brasília).
No Brasil, Ronaldinho deve seguir direto para o Rio de Janeiro, onde estão o seu irmão e empresário, Assis, e o vice-presidente do Milan, Adriano Galliani. Em uma reunião, o destino de Ronaldinho no início de 2011 deve ser finalmente decidido.
Na corrida para levar o melhor jogador do mundo de 2004 e 2005 o Grêmio aparece como principal candidato brasileiro, mas Flamengo e Palmeiras já demonstraram interesse no jogador. Na Europa, o Paris Saint-Germain, da França, e o Fenerbahçe, da Turquia, são os clubes com chances de acertar com Ronaldinho.

Após Réveillon tranquilo, Marílson exalta José João da Silva

Carolina Canossa São Paulo (SP)

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Marílson venceu a São Silvestre após quatro anos de ausência na tradicional prova
O cansaço de correr 15 quilômetros em ritmo intenso pesou mais que qualquer vontade de festa ou badalação na virada do Ano Novo. Campeão da São Silvestre nesta sexta-feira pela terceira vez, Marílson Gomes dos Santos relatou que a fadiga decorrente da disputa o fez ter um Réveillon tranquilo no hotel onde estão hospedados os principais corredores da elite da prova.
"A gente ficou aqui comemorando, mas quando deu 12h01 eu já queria ir para a cama", confessou o fundista, que, por outro lado, teve problemas para conseguir se livrar da adrenalina da São Silvestre. "Eu deitei na cama e ainda demorei a dormir. Acho que o cansaço era tão grande que eu ainda não consegui relaxar totalmente", afirmou.
Pelo menos o dia seguinte à vitória tem sido acima das expectativas. "Não fiquei tão dolorido como normalmente eu fico quando faço uma prova dura. Isso é um bom sinal, sinal de que estou realmente bem e estava preparado para a prova. Vou ter uma boa recuperação pela frente", comemorou.
Com o êxito da edição 2010, Marílson ultrapassou José João da Silva e Sebastião Alves Monteiro, tornando-se o maior vencedor brasileiro na fase internacional da prova, com três títulos. Apesar da histórica marca, ele garantiu não ter se preocupado com isso antes de correr e aproveitou para exaltar o amigo José João, que em 1980 quebrou um jejum de 35 anos sem vitórias verde-amarelas e cinco anos mais tarde faturou o bi.
"Eu estava correndo, mas não estava pensando muito nisso, não. Eu queria apenas vencer na prova", admitiu o também campeão de 2003 e 2005. "O José João sem dúvida foi um dos grandes ícones do atletismo brasileiro, principalmente da São Silvestre, além de uma grande pessoa", destacou.
Na opinião de Marílson, José João não se incomodou em ser "ultrapassado". "Agora que eu me tornei o único brasileiro a vencer três vezes, estou muito contente e creio que ele também ficou muito feliz, pois era uma coisa que já durava há muito tempo. O José João é uma pessoa que sempre me deu muita força, me apoiou bastante para que eu pudesse vencer outras vezes não só a São Silvestre, como outras provas. Ele é uma grande pessoa e deve ter torcido muito para isso acontecer", agradeceu.